quarta-feira, 16 de abril de 2014

Discurso de Mahatma Gandhi


Em 20 de Outubro de 1931, com 62 anos, Mahatma Gandhi decide gravar a sua voz para que desta forma este discurso ecoasse para sempre no tempo.
"Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver."


Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver.
É esse poder invisível que se faz sentir e ainda desafia toda a prova, porque é tão diferente de tudo o que vejo através dos meus sentidos. Ele transcende os sentidos.

Mas é possível questionar a existência de Deus até um certo ponto.
Mesmo em assuntos comuns, sabemos que as pessoas não sabem quem as governa ou por quem e como são governadas e ainda assim sabem que há um poder que, certamente, vai regendo.

Na minha viagem do ano passado em Mysore eu conheci muitos aldeões pobres e percebi que eles não sabiam quem governava Mysore. Eles simplesmente disseram que algum Deus governava.
Se o conhecimento dessas pobres pessoas era tão limitado sobre os seus governantes, eu que sou infinitamente menor em relação a Deus, não me surpreendo se não perceber a presença de Deus - o Rei dos Reis.

No entanto, eu sinto-me, como os aldeões pobres se sentiam sobre Mysore. Que não há ordem no universo, existe uma lei inalterável que rege tudo e todos os seres que existe ou vidas.
Não é uma lei cega. Nenhuma lei cega pode governar a conduta do ser vivo. E graças às pesquisas maravilhosas de Sir JC Bose pode agora ser provado que até mesmo a matéria é a vida.

Essa lei, que rege toda a vida é Deus. E a lei e o legislador são um. Eu não posso negar a lei ou o legislador, porque eu sei tão pouco sobre ela ou ele. Assim como minha negação ou a ignorância da existência de um poder terrestre de nada me vai valer, tal como a  minha negação de Deus e Sua lei não vai me libertar de sua operação.

Mas a sua aceitação humilde faz com que a jornada da vida seja mais fácil, tal como a aceitação da lei terrena torna a vida mais fácil.

Eu percebo vagamente, que enquanto tudo ao meu redor está sempre mudando, sempre morrendo, lá está - subjacente a toda a mudança - um poder vivo que é imutável, que mantém todos juntos, que cria, recria e se dissolve.

Esse poder que dá vida em forma de espírito é Deus, e já que nada do que eu vejo apenas através dos sentidos pode ou vai persistir, só Ele é.

E é esse poder benevolente ou malevolente? Eu vejo isso como puramente benevolente, pois posso ver que no meio da morte a vida persiste, no meio da mentira a verdade persiste, no meio das trevas a luz persiste.

Assim entendo que Deus é vida, luz, verdade. Ele é amor. Ele é o Bem supremo.

Mas Ele não é um Deus, que apenas satisfaz o intelecto, se é que ele o faz.
Deus para ser Deus governa o coração e transforma-o. Ele deve expressar-se em cada pequeno acto do Seu devoto.

Isso só pode ser feito através de uma compreensão definitiva, mais real do que os cinco sentidos - que podem sempre produzir percepções. As percepções dos sentidos, podem ser - e muitas vezes são -  falsas e enganosas, por mais reais que possam parecer para nós. Quando há compreensão para além dos sentidos esta é infalível.

Está provado, pela conduta e pelo carácter transformados daqueles que se sentiram a presença real de Deus dentro si. Tal testemunho encontra-se nas experiências de uma linha ininterrupta de profetas e sábios em todos os países. Rejeitar esta evidência é negar-se a si mesmo.

Esta compreensão é precedida por uma fé inamovível. Aquele que é, em sua própria pessoa a prova viva da presença de Deus pode fazê-lo por uma fé viva.

Uma vez que a própria fé não pode ser provada por indícios exteriores o caminho mais seguro é acreditar no governo moral do mundo e, portanto, na supremacia da lei moral , a lei da verdade e do amor. O exercício da fé vai ser o mais seguro, onde há uma clara determinação sumariamente a rejeitar tudo o que é contrário à verdade e amor.

Confesso que não tenho nenhum argumento para convencer através da razão. A fé transcende a razão. Tudo o que eu posso aconselhar é a não tentar o impossível.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Com Marina na vice, Campos ataca a 'gerente' Dilma

Clipping Veja

Chapa "tapioca com açaí" lançada pelo PSB afina discurso anti-PT durante cerimônia que formalizou a participação da ex-senadora na campanha eleitoral

Laryssa Borges e Marcela Mattos, de Brasília
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Eduardo Campos e Marina Silva durante lançamento da chapa eleitoral do PSB em Brasília
Eduardo Campos e Marina Silva durante lançamento da chapa eleitoral do PSB em Brasília  - Fernando Bizerra Jr./EFE
Ex-governador de Pernambuco, o presidenciável Eduardo Campos fez da presidente Dilma Rousseff seu alvo preferencial durante o evento que selou a presença da ex-senadora Marina Silva na chapa eleitoral do PSB. Campos criticou a condução da economia e o baixo crescimento brasileiro e defendeu a integração e ampliação dps programas sociais. Ao lado da ex-senadora, Campos condenou a gestão da Petrobras, empresa envolvida em suspeitas de mau gerenciamento e ameaçada de ser investigada em uma CPI.
“O Brasil não pode ficar sem alternativa, entre o debate do presente e do passado. O Brasil precisa ter opção de caminhar para frente, de cuidar de acúmulos positivos que tivemos e de corrigir onde precisávamos. Mais do que um gerente, o Brasil quer uma liderança que construa o diálogo, que respeite a diferença, que marque encontros, que não amesquinhe a vida política e que não reduza o Brasil a um partido”, disse. “É hora de reafirmar a política, mas não a política que está nos levando para trás”, completou.
Em seu discurso, Campos ainda criticou a desvalorização crescente da Petrobras nos últimos anos e os recentes escândalos envolvendo a estatal, que incluem a malsucedida compra da refinaria de Pasadena, no Texas. “Não vamos permitir que a Petrobras se transforme em um caso de polícia”, afirmou.
Anunciado pelo secretário-geral do PSB Carlos Siqueira como ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos poupou o ex-presidente Lula, de quem foi subordinado. Ele optou por criticar os “últimos três anos” do petismo (gestão de Dilma) e o chamado presidencialismo de coalizão. “Nesses últimos três anos o Brasil perdeu o rumo estratégico, dizia que ia pra um lado, ia para o outro. O Brasil foi perdendo seus fundamentos macroeconômicos. A gente viu (...) que o Brasil parou e o povo foi perdendo a fé e a crença que a vida pode melhorar no futuro. O mundo foi perdendo a crença no Brasil”, disse. 
Tapioca e açaí – Com um capital político de quase 20 milhões de votos, Marina Silva também atacou o aparelhamento do governo atual, que chega a inacreditáveis 39 ministérios – e aparece, de forma recorrente, com afilhados políticos envolvidos em denúncias de corrupção. “A política não pode mais ser orientada pela lógica da governabilidade com base na distribuição de cargos. A política não pode mais ser o empecilho para o avanço do país”, disse em seu discurso de 30 minutos.
“É o atraso na política que faz a gente não corrigir e que faz com que a gente não encare os novos desafios. Nós não podemos ser complacentes com os erros e temos de encarar os novos desafios”, disse ela, que classificou a parceria com Eduardo Campos como “um casamento de uma tapioca com um açaí”. “Essa não será uma conquista de apenas um grupo, um partido ou uma liderança. Quando nós nos encaminhamos para esse encontro que simbolicamente vocês chamam Eduardo-Marina, ou seja, um casamento de uma tapioca com um açaí, o que estávamos nos dispondo não era apenas dividir um palanque, apenas entrar juntos em uma disputa eleitoral, mas compartilhar um legado.”
A escolha de Marina pelo PSB foi consolidada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)negar registro ao partido Rede Sustentabilidade, que não conseguiu cumprir o requisito básico de recolher o mínimo de 492.000 assinaturas. Ao se anunciar como candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, Marina voltou a criticar a decisão da Corte. “É triste e doloroso perceber que, nesse momento, em plena atualização do processo político na realidade no mundo, [a Rede] não conseguiu espaço em plena democracia para conseguir seu registro”, disse.
TV – Apesar da intenção de formar uma “terceira via” no cenário político nacional, a dupla Eduardo-Marina possui um baixo tempo de exposição em programas gratuitos na televisão. O tempo de TV é considerado o principal catalisador de votos para candidatos. Como a Rede Sustentabilidade não é oficialmente um partido político, a presença de Marina na chapa não agrega um segundo sequer ao programa partidário da coligação PSB, PPS e PPL. Entre os principais presidenciáveis, Campos é o que terá menor tempo de propaganda gratuita, cerca de 3 minutos, contra projeções de até 12 minutos para Dilma. “É uma chapa presidencial com vice que não é pra fazer composição, nem para trazer tempo de TV ou grande partido, mas Marina qualifica candidatura de Eduardo Campos”, ponderou o presidente do PPS, deputado Roberto Freire.
Palanques regionais – Mesmo com a chapa selada, Marina Silva e Eduardo Campos ainda precisam negociar a formação de pelo menos onze palanques regionais. Desde que Marina se filiou ao PSB, em outubro do ano passado, socialistas e militantes da Rede têm trocado farpas sobre a situação nos Estados. A falta de alinhamento total entre os “marineiros” e o PSB esbarra, segundo os socialistas, na resistência de Marina em formar alianças partidárias.
De acordo com o líder do PSB na Câmara e um dos coordenadores da campanha de Campos, deputado Beto Albuquerque (RS), atualmente há acordo para aliança em dezesseis Estados. No entanto, as desavenças permanecem em Estados considerados chave pela expressão do eleitorado, como São Paulo e Minas Gerais.

No reduto do presidenciável Aécio Neves (PSDB), Marina Silva contrariou a intenção da legenda e deu aval à candidatura do ambientalista Apolo Heringer, em direção oposta de Campos, que havia se manifestado favorável ao ex-ministro tucano Pimenta da Veiga. Em São Paulo, o PSB insiste em lançar o nome do deputado Márcio França ao governo, enquanto a Rede tem outros candidatos, como o deputado Walter Feldman, hoje na legenda. “Há uma independência entre o PSB e a Rede e isso foi assegurado desde o início da aliança”, minimizou Feldman.
“Onde não der para estar junto, não vai ter nenhum trauma. Estamos fechados em dezesseis Estados”, disse Beto Albuquerque. “A única coisa que não abrimos mão é de ter palanque para Eduardo Campos. A nossa primeira meta é elegê-lo.”

Campos e Marina lançam candidatura ao Planalto

Clipping Diário do Grande ABC

Antonio Cruz/Agência Brasil
Mesmo sem acordo na formação de todos os palanques estaduais, PSB e Rede lançam nesta tarde a pré-candidatura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva à Presidência da República. No mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff cumpre agenda no reduto eleitoral de Campos, o presidenciável promove no Hotel Nacional, em Brasília, um "ato político-cultural", com duração prevista de três horas.
A programação do evento começa com recital do pianista Arthur Moreira Lima, que deve durar uma hora. O ator Marcos Palmeira será o apresentador de um vídeo que será exibido no evento, em apoio à chapa Eduardo/Marina. Na campanha de 2010, Marina contou com adesão de artistas e pessoas envolvidas com o meio cultural para alavancar sua candidatura. Após a apresentação do ator global, está prevista a participação do poeta pernambucano Antonio Marinho, que declamará "A política em verso". No final, o escritor Ariano Suassuna, que é presidente de honra do PSB, deve chegar ao evento.
Com participação também de dirigentes do PPS e PPL, o evento deve contar inicialmente apenas com discursos de Eduardo e Marina. Nesse momento, Marina dirá que aceita a missão de ser a vice na chapa presidencial de Campos. A candidatura dos dois só será homologada em junho, durante convenção do PSB. Todo o evento será gravado e deve ser usado nos programas de TV e rádio da campanha eleitoral.

Pq. Central será o próximo a receber obras

Clipping Diário do Grande ABC


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC
Ricardo Trida/DGABC
Depois do Parque Celso Daniel, no bairro Jardim, o próximo equipamento público que Santo André pretende revitalizar é o Parque Central, no bairro Paraíso. As melhorias, previstas para ter início no segundo semestre, seguirão os moldes do espaço reinaugurado ontem, com iluminação LED e restauração dos equipamentos de lazer para a população.
Conforme explica o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra (PSD), além de ampliação, o Parque Central será integrado à Sabina Escola Parque doConhecimento. “A gente tem como escopo de médio e longo prazo melhorar o Parque Central e o Parque da Juventude, mas pela ordem de prioridade o próximo será o Central”, diz.
Segundo Serra, uma das novidades previstas para a área verde será a criação de um pet parque, destinado aos cães. “Já iniciamos os projetos, mas é uma área grande e ainda é cedo para falar em investimento”, destaca.
As obras no equipamento localizado no bairro Paraíso só terão início após o término do processo de remoção das cerca de 400 famílias que ainda vivem na favela da Gamboa, ao lado do parque. A promessa da Secretaria da Habitação é de que todos os moradores sejam retirados até 30 de junho.
REINAUGURAÇÃO
Após passar por oito meses de obras de revitalização e ficar fechado por 23 dias, o Parque Celso Daniel reabriu as portas ao público na noite de ontem. O espaço recebeu placa que homenageia os 500 trabalhadores que participaram das obras.
A área verde de 70 mil m² recebeu 720 pontos de iluminação, o que inaugura o programa municipal Banho de Luz, com substituição de lâmpadas comuns por itens de LED.
De acordo com o prefeito Carlos Grana (PT), a ideia é que os demais equipamentos públicos que passarem por reforma tenham suas lâmpadas substituídas pelas mais modernas de forma gradativa. “Sabemos que é um custo mais alto do que o dos pontos normais, por isso, sem fazer loucura vamos aos poucos trocando”, observa.
Com investimento de R$ 5 milhões, o novo Parque Celso Daniel foi repaginado e passou a contar com seis lagos, três pistas de caminhada, 60 câmeras de monitoramento e duas bases para a GCM (Guarda Civil Municipal).
Na parte esportiva, houve reforma das duas quadras de futebol e construção da segunda quadra pública da cidade dedicada à prática de tênis. A primeira fica no Parque Regional da Criança, no Jaçatuba. Para as crianças, a novidade é a presença de brinquedoteca nas proximidades do playground, que foi reformado.
Além da reativação de lanchonete no local, o público poderá contar com espaço para a prática do slackline – atividade em que se amarra fita elástica esticada entre dois pontos fixos para andar por cima e para estender redes entre duas árvores e descansar. Os cães também foram beneficiados com área reservada para o agility (espécie de circuito para treinar os caninos).
Após a reinauguração, o parque passará a funcionar entre 6h e 24h todos os dias.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Frase do dia

Todos são peças importantes no trabalho em equipe, cada um representa uma pequena parcela do resultado final, quando um falha, todos devem se unir, para sua reconstrução.
Salvador Faria

IPCC cobra mais rapidez na adoção de combustíveis limpos

Clipping Estadão

Painel de cientistas e delegados governamentais adverte que um 'nível sem precedentes de cooperação internacional' será necessário para conter efeitos das mudanças climáticas

13 de abril de 2014 | 10h 25

Andrei Netto - Enviado Especial/O Estado de S. Paulo
BERLIM - Cientistas e representantes políticos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas exortaram líderes mundiais a acelerarem a adoção de combustíveis limpos, sob pena de ser impossível limitar os efeitos nocivos do aquecimento global. A mensagem foi transmitida no relatório divulgado ontem, em Berlim, que adverte: nunca se emitiu tanto dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa na atmosfera como no Século 21.
O documento foi aprovado após seis dias de intensos debates sobre as formas de mitigar, ou seja, de reduzir o impacto das mudanças climáticas. Segundo o texto, produzido a partir da síntese elaborada por 235 autores de 58 países, o nível de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera continuou a crescer entre 1970 e 2010, a despeito de todos os alertas feitos pela comunidade científica. E o problema se acelera: entre 1970 e 2000, o crescimento médio das emissões foi de 1,3% por ano, enquanto entre 2000 e 2010 saltou para 2,2% por ano.
O IPCC afirma que "cerca da metade das emissões antropogênicas (feitas pela ação humana) de CO2 entre 1750 e 2010 aconteceram nos últimos 40 anos". "Precisamos de um nível de cooperação internacional sem precedentes", advertiu Rajendra Pachauri, coordenador do IPCC. "Um trem de alta velocidade de mitigação teria de deixar a estação muito em breve e todo o mundo teria de estar a bordo", ilustrou o indiano.
Vilões. Os vilões do aquecimento global, ainda segundo o texto, são os sistemas de produção de energia, com 47% das emissões, a indústria, com 30%, o transporte, com 11%, e a construção civil, com 3%. "O crescimento econômico e populacional continuam a ser os mais importantes favores de aumento das emissões de CO2 a partir da queima de combustíveis fósseis", diz o o relatório. Com isso, sem que ações para reduzir as emissões sejam tomadas, a temperatura da Terra em 2100 será entre 3,7ºC e 4,8ºC maior do que em relação aos níveis pré-Revolução Industrial.
Para evitar esse cenário catastrófico, o IPCC traçou projeções para conter as emissões de CO2 de forma a limitar o aumento médio da temperatura a 2ºC até 2100. "Os cenários", dizem os experts, "incluem cortes substanciais de emissões gases de efeito estufa até o meio do século e mudanças de larga escala em sistemas de energia e uso da terra". Para tanto, o IPCC defende a substituição em massa de combustíveis fósseis – como o carvão ou os derivados de petróleo – por energia nuclear, bioenergias, reflorestamento e redução do desmatamento.
Brasil. Nesse ponto o relatório – embora não cite países – é crucial para os interesses brasileiros: "Bioenergias podem desempenhar um papel crítico para a mitigação", diz o texto. O documento não traz uma menção explícita aos biocombustíveis, mas cita a cana-de-açúcar como um das alternativas concretas: "Evidências sugerem que opções com emissões de baixo ciclo de vida (como a cana-de-açúcar, árvores com crescimento rápido e uso sustentável dos resíduos de biomassa, algumas já disponíveis) podem reduzir emissões".
Embora não mencione o etanol, o relatório do IPCC deixa implícito que a tecnologia brasileira faz parte das alternativas elogiadas. "Para o IPCC, esse continua sendo um assunto sensível, porque cada país está interessado em ver suas próprias tecnologias mencionadas no relatório. Mas teremos um anexo muito extenso sobre bioenergias, e você verá que os diferentes combustíveis alternativos estão mencionados lá", disse ao Estado Ottmar Edenhofer, um dos coordenadores responsáveis pelo relatório do IPCC, que ressaltou o papel de fontes energéticas alternativas aos combustíveis fósseis. "Sem negar seus efeitos adversos, bioenergias desempenham um papel muito importante, porque é muito complicado 'descarbonizar' a economia, em especial os transportes."
O relatório enfatiza ainda a necessidade de uso de técnicas polêmicas, como a captura e o sequestro de CO2 (CCS), e a produção de bioenergia associado ao CCS (BECCS), como forma de reduzir a concentração de gases nocivos.
Antes mesmo de ser divulgado, o relatório do IPCC já recebia críticas por não ser preciso sobre o impacto das medidas de mitigação na economia mundial. Questionado sobre o tema, Edenhofer, não evocou números. "É muito complicado explicar custos econômicos da mitigação", afirmou o autor. "Não estamos dizendo que será um almoço grátis, mas políticas de clima poderiam ser um almoço barato".

"Estado’ e Insper debaterão ideias para o futuro do País

Clipping Estadão

O primeiro encontro da série Fóruns Estadão Brasil 2018, no dia 23, vai discutir a Educação; evento será aberto ao público

12 de abril de 2014 | 17h 59ícia
Estimular a discussão analítica sobre problemas que afetam diretamente a vida das pessoas. A partir daí, levantar ideias e propostas que possam contribuir para o desenvolvimento do País e para a gestão dos governantes a serem eleitos em outubro.
 - Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão
Esse é o objetivo dos Fóruns Estadão Brasil 2018, uma série de debates públicos e cadernos especiais com reportagens, entrevistas e estudos inéditos, com apoio do Insper, centro de referência nas áreas de Educação, Administração, Direito e Engenharia.
Até o fim do ano, serão discutidos seis temas. O primeiro encontro, no próximo dia 23, a partir das 9 horas, vai focar a Educação, com debates transmitidos ao vivo pela TV Estadão e cobertura da Rádio Estadão, e a possibilidade de participação ao vivo pelo portal www.estadao.com.br.
Para o presidente do Insper, Claudio Haddad, "a parceria com o projeto casa perfeitamente com um dos principais objetivos da escola, que é o de promover o debate sobre temas relevantes para o desenvolvimento do Brasil". "O objetivo é que o resultado dos encontros possa orientar os futuros governantes sobre o que é preciso fazer para que possamos construir uma nação mais forte e sustentável", afirma Haddad.
"Ter o Insper como parceiro e coautor nessa jornada de debates e de produção de conhecimento está absolutamente em linha com a estratégia do Estadão, na missão de levar conteúdos relevantes e exclusivos a públicos qualificados", diz Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado.
Painéis. O encontro de inauguração da série, sobre Educação, será dividido em dois painéis. O primeiro, às 9h15, terá mediação de Marcos Lisboa, vice-presidente do Insper, e vai discutir a importância do aprendizado na primeira infância e no ensino fundamental. Participam Daniel Santos, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (USP), e João Batista Oliveira, fundador e presidente do Instituto Alfa e Beto, ONG geradora de políticas educacionais voltadas para a alfabetização.
 Às 11h, começa o segundo debate, sobre os caminhos para melhorar a qualidade do ensino, além de cases de sucesso e iniciativas de órgãos públicos e privados. Com moderação de Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, a mesa reúne Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), do Rio de Janeiro, Gustavo Ioschpe, economista graduado em Ciências Políticas e Administração Estratégica pela Universidade da Pensilvânia, e a pedagoga Paula Louzano, do Instituto de Educação da USP. 
Na sexta-feira, dia 25, o Estado publica um caderno especial com os melhores momentos do debate, reportagens, análises e entrevistas sobre os caminhos da Educação no Brasil nos próximos quatro anos. Entre elas, uma entrevista com o brasileiro Roberto Pinto, um dos colaboradores do economista James Heckman, da Universidade de Chicago – ganhador do Nobel de Economia de 2000, pelo desenvolvimento de uma série de métodos objetivos de avaliação dos resultados de programas sociais e educacionais. 
 A pré-escola, segundo Heckman e Roberto Pinto, é o momento para as crianças receberem estímulos para desenvolverem autoestima, motivação, foco e perseverança, características popularmente chamadas de inteligência emocional – a chave para a construção de um indivíduo que terá mais facilidade na aprendizagem cognitiva e maior habilidade social para se sair bem na profissão.  
 Notícias diárias serão postadas no site especial Brasil 2018 do portal estadao.com.br, que também divulgará entrevistas e análises sobre o tema. Até o fim do ano, serão realizados outros cinco debates, seguidos de cadernos especiais, sobre Segurança Pública, Saúde, Meio Ambiente, Infraestrutura e Agricultura. Todo o conteúdo produzido – nos debates, nas páginas do jornal e no portal – fará parte de um documento que será encaminhado ao futuro presidente da República, aos governadores eleitos e aos prefeitos das 20 maiores cidades brasileiras. 
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,estado-e-insper-debaterao-ideias-para-o-futuro-do-pais,1152989,0.htm